sexta-feira, 17 de abril de 2015

Pelourinho e turismo em Salvador, também dependem do Governo da Bahia


por José Queiroz*

O Pelourinho não é apenas parte do centro histórico de Salvador, ou um dos patrimônios da humanidade no Brasil. Ele é, também, um atrativo turístico, um centro turístico, como o Coliseu, de Roma, Machu Picchu, no Peru, Jerusalém, em Israel, etc. E não é apenas atrativo de Salvador, é um dos mais conhecidos do Brasil, estratégico para atrair turistas para a cidade e outros lugares do país. Ou não! Ele faz parte da indústria turística, um dos segmentos da economia do município e do estado. É um dos recursos econômicos de ambos, precisa ser administrado corretamente, e ali deveriam ser gerados empregos e renda para outras necessidades da sociedade.

Porém, a responsabilidade do Pelourinho – gestão, casarões, ocupação, segurança, etc. – é do Governo Federal, através do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - e do Governo do estado, através do IPAC – Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia. Ambas as instituições estão ligadas ao Ministério da Cultura, mas há leis e programas de apoio e responsabilidades dos Ministérios das Cidades e do Turismo. São várias instituições, mas nenhum responsável direto pela atuação delas em conjunto, em benefício da Cultura, do Turismo, da economia, da sociedade.

Culturalmente, o Brasil já perdeu vários monumentos ali, e outros estão irrecuperáveis! O governador que assumiu em 2007 suspendeu a obra que estava em andamento e, em 2009, 111 casarões foram condenados pela Codesal – Defesa Civil de Salvador - que não tem o poder de polícia do Estado para desocupá-los. No dia 15 de junho de 2011, o juiz Paulo Pimenta - ação civil pública 0019255-84.2011.4.01.3300 - concedeu liminar determinando a desocupação e interdição dos mesmos. Mas, nada foi feito! Atualmente, estes e outros casarões que se deterioraram desde então – muitos já desmoronaram ou incendiaram! - estão invadidos por indigentes, doentes, traficantes, viciados e ladrões que transitam no coração do Centro Histórico de Salvador, tirando a tranqüilidade e a segurança de baianos e turistas.  

O IPAC é o responsável pelo processo de desocupação desses casarões e, junto com o IPHAN, responsável pelo processo de privatização de muitos deles que, entretanto, não se concretiza, e a atividade cultural e turística do município está seriamente comprometida pela intranqüilidade – pedintes, assédio, comércio ambulante desordenado, hostilidades, etc. - e insegurança e roubo, com muitas instituições e estabelecimentos fechando as portas, pois as fontes de origem do turista da cidade não querem expor seus clientes aos mesmos riscos que afastaram o baiano do lugar. O Governo da Bahia, junto com as instituições federais, pode desocupar estes imóveis e usar programas sociais para acomodar e atender a esta população, mas, contraditoriamente, diminuiu o efetivo da Polícia Militar no Centro Histórico, não consegue controlar a venda e epidemia de consumo de crack, e não há nenhuma câmera de segurança funcionando.

Falta de dinheiro não é! Mais de 40 milhões foram gastos na elaboração do projeto de reforma do governo Jaques Wagner,http://www.centroantigo.ba.gov.br/PlanoReabilitaCAS1.pdf que, no entanto, está engavetado. Em 14 de junho de 2011 foi aprovado o projeto de lei 12. 219 para contratação de empréstimo junto ao BIDhttp://exame.abril.com.br/economia/noticias/bid-concede-us-50-milhoes-para-setor-de-turismo-na-bahia. Nada resultou em soluções práticas para manter nem recuperar o turismo do município, e causa estranheza a insistência em ‘investimentos’ em festas sucessivas, como neste anúncio http://www.bahiaja.com.br/cultura/noticia/2015/02/09/governo-anuncia-investimentos-e-atracoes-para-carnaval-em-todo-estado,79237,0.html#.VTET6_D-Fkg, além do São João no Pelourinho, que não atrai nenhuma operadora ou turista independente.

A Prefeitura de Salvador é responsável por parte da economia do município, e precisa interferir com mais firmeza e objetividade nesta questão, afinal, há leis para isto, e não só para aumentar taxas e impostos cobrados ali – que não são poucos nem baratos! – O comércio ambulante desordenado, praticado até por marginais, que segue os visitantes pelas ruas, incomoda, explora, hostiliza – xinga mesmo! – é comentado em todos os pólos emissores de turismo do Brasil e do mundo. Mulheres vestidas de baiana incomodam os turistas, agarram sem permissão, cobram caro por uma foto! A Prefeitura precisa garantir o acesso limpo e iluminado, pois estacionar se tornou caso de polícia, ninguém quer enfrentar os flanelinhas maus encarados nem a precariedade e exploração dos estacionamentos. Os estacionamentos cobram R$ 30,00 à noite! Ninguém vai! 

Isto tem que ser discutido por todas as esferas de governo em conjunto, e resolvido, para o turismo ter continuidade em Salvador, para o empreendedor conseguir pagar os impostos que são cobrados ali, para gerarem empregos e crescimento cultural para os baianos. O turismo de Salvador não pode depender de eventos em Costa de Sauípe e Praia do Forte, nem de festas! O Pelourinho precisa ser municipalizado, precisa ter administradores técnicos divididos entre a Cultura e o Turismo, precisa ser tratado como uma possibilidade privilegiada, real e viável para melhorar os índices sociais da cidade. Sem Pelourinho e sem Cultura, não há Turismo!


*José Queiroz é guia de turismo especializado em Turismo Receptivo

terça-feira, 14 de abril de 2015

Festival de Cultura do Shopping Piedade

Amanhã, 15 de abril, é um dia que promete com as diversas paralisações, mas também tem o Festival de Cultura, uma iniciativa promovida pelo Shopping Piedade. Imperdível! Quando terminar a manifestação, dá um pulinho lá, pois vale a pena conferir. Os meninos da banda Drama Urbano farão show às 15h. A entrada é franca!


segunda-feira, 13 de abril de 2015

Palestra do Greenpeace e show da banda Drama Urbano

Como parte da programação da 13ª Semana Nacional de Museus, com o tema “Museus para uma sociedade sustentável”, o Museu Eugênio Teixeira Leal convida para uma tarde de entretenimento e informação com a palestra do grupo Greenpeace "Energia Solar" e apresentação da banda Drama Urbano.

Data: 20.05, às 14h
Local: Cineteatro Góes Calmon do Museu. Rua do Açouguinho, nº 01, Pelourinho, rua ao lado da antiga Faculdade de Medicina.
Contato: 3321-8023. Para grupos, é necessário agendamento através do telefone.


 Entrada franca. Divulgue e participe!

Saiba mais sobre a 13ª Semana Nacional de Museus:






segunda-feira, 30 de março de 2015

Exibição de filmes no Museu Eugênio Teixeira Leal

O Setor Educativo do Museu Eugênio Teixeira Leal convida a todos para participarem do programa Moral da História, atividade educativa que consiste na exibição de filmes infanto-juvenis e realização de discussão sobre valores e mensagens observadas na obra. Em homenagem ao Dia Nacional do Livro Infantil (18.04) será exibido o filme A História Sem Fim, do Diretor Wolfgang Petersen, no dia 14.04 (terça-feira) às 9h e às 14h.


Para grupos, é necessário agendamento através do telefone 3321-8023. 


Convidamos também para o Cineclube do Eugênio, exibição de filmes para jovens e adultos. No dia 17.04 (sexta-feira) às 14h será exibido o filme O Show de Truman, do Diretor Peter Weir. No final da exibição haverá debate sobre o filme. Não perca!




quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Exposição Gente que Marca, por Timóteo Lopes


A exposição Gente que Marca, do artista plástico soteropolitano Timoteo Lopes, reúne obras trabalhadas com técnica mista que retratam pessoas inusitadas e anônimas do cotidiano, em contraponto com personalidades famosas como o músico John Lennon e a atriz Audrey Hepburn. Timoteo Lopes utiliza diversas técnicas incluindo marcador permanente, tintas a óleo e acrílica, carvão e giz de cera, traçando assim seu caminho artístico e construindo seu estilo próprio.

O artista buscou desde muito cedo a experimentação como expressão de sua veia artística se inspirando também na música e na fotografia para compor este trabalho, que apresenta através da figura humana as expressões, rastros e essência dos seus personagens, com olhar expressivo e forte, configurando-se como sua marca artística a forma, a cor e o movimento.

Timoteo Lopes é um artista versátil e autodidata. Desde a infância já havia despertado interesse por diversas manifestações artísticas. Aos 12 anos de idade, pediu à sua mãe que comprasse tintas, pincéis e telas marcando sua transição entre a técnica do desenho em grafite para a pintura em tela, iniciando o seu processo de experimentação. Em 2011 ingressou na Escola de Belas Artes da UFBA, onde sua obra foi influenciada pelos artistas das Escolas do Impressionismo, do Expressionismo e do Pop Art. Em 2012 fez um curso de fotografia que influenciou diretamente na composição do seu trabalho.


A exposição ficará aberta ao público na Galeria Francisco Sá do Museu Eugênio Teixeira Leal, de 06 de março a 06 de abril, de terça a sexta das 9h às 18h, sábado e domingo das 13h às 17h. A entrada é gratuita.